Como funciona o BASE Jump
O BASE Jump é uma modalidade de esporte radical, semelhante ao skydive, que consiste em saltar em queda livre de um ponto alto, com a ajuda de um paraquedas próprio para abrir em altitudes baixas. BASE é sigla para "Building, Antenna, Span & Earth", que em português significa prédio, antena, ponte e terra, os locais mais comuns para a prática deste esporte. Atualmente existe um elevado número de adeptos de BASE Jump e o fato desta modalidade ser tão perigosa levou alguns países a tomarem medidas de segurança, proibindo a sua prática. Se ficou curioso e quer saber como funciona o BASE Jump, continue lendo este artigo de umComo.com.br.
Passos a seguir:
O equipamento necessário para a prática de BASE Jump é bem simples, sendo apenas necessário um container, a mochila, e um velame, o paraquedas. Para proteção e conforto do corpo também se pode vestir um fato e óculos próprios. Além disso, alguns praticantes optam por usar capacetes leves para maior segurança durante o salto.
No BASE Jump os saltos não são feitos a partir de um avião, mas sim de algo físico no solo como um prédio, antena ou montanha. A descida, por ser em queda livre, é bem rápida. Por exemplo: para uma altura de 100 metros, o BASE Jumper (nome dado aos praticantes desta modalidade) demorará apenas 15 segundos a chegar ao chão. Essa curta duração do salto exige extrema precisão no tempo de abertura do paraquedas, tornando a prática ainda mais desafiadora.
Também devido ao fato do salto ser curto, os praticantes de BASE Jump devem conhecer bem as técnicas desta modalidade e o equipamento, ou arriscam-se a não aterrar em segurança. Esta é uma das razões porque este esporte é tão perigoso e fatal. Além disso, um conhecimento detalhado sobre as condições climáticas e suas variações é crucial para a segurança dos saltos.
Para realizar um salto de BASE Jump o praticante desloca-se até um local alto, veste o equipamento e atira-se em queda livre, abrindo o velame pouco depois. É necessário ter orientações acerca desta técnica, principalmente para saber qual o momento certo da abertura do velame. Além disso, a prática de simulações em ambientes controlados pode ajudar a preparar os praticantes para situações inesperadas durante o salto real.
No Brasil esta prática ainda não está muito difundida, e existe apenas um curso de BASE Jump, a funcionar em Rio Grande do Sul. Para frequentar o curso é necessário ter experiência em, pelo menos, 100 saltos de paraquedismo. O requisito garante que a pessoa já tem conhecimentos prévios e que o risco de o salto dar errado é menor. Por outro lado, os interessados podem simplesmente contratar um mentor de BASE Jump que os oriente na prática desta modalidade. Este acompanhamento personalizado pode fazer toda a diferença na aprendizagem e segurança dos iniciantes.
Dentro do BASE Jump existem duas modalidades que se distinguem pelo tipo de velame utilizado: um velame grande e retangular semelhante ao de paraquedismo, e um fato com asas entre os braços e o corpo - wingsuit. As técnicas de salto e manuseamento do equipamento diferem um pouco entre ambos. Cabe destacar que o wingsuit oferece um controle maior durante o voo, permitindo manobras mais complexas e uma experiência de voo prolongada antes da abertura do paraquedas.
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